domingo, 8 de janeiro de 2017

De volta à cadeira de aluno

Há alguns anos não me encontro na posição em que estou agora. Diversos trabalhos para entregar, entre eles, artigos, resenhas e projetos. O nome disso é Mestrado. 

Tenho uma jornada interessante pela frente, uma vez em que não estudo efetivamente há alguns anos. Um semestre de mestrado em outra universidade não conta. Esta agora é a que vou concluir certamente, pois tenho empenho. Só é curioso sentir novamente a pressão dos prazos e volume de coisas a ler, analisar e conteúdo para produzir. Eu gosto disso e gosto bastante. 

Vamos ver o que este curso me reserva. 
Sorte!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Autonomia profissional


Independência, tomar decisões, ter autonomia. Isso é uma das melhores sensações durante o exercício de uma profissão. O crescimento que a autonomia te permite é, no mínimo, intenso e satisfatório. Mas como exatamente tudo na vida, há o lado ruim.

Decisões que só dependem de ti. Tomar decisões, ainda que simples ao seu modo de ver, mas que influenciam diretamente na vida das outras pessoas.

Aprovar um acordo, uma proposta, uma ação ou um contrato. Ser o determinador do "sim" ou do "não" nem sempre te deixa em uma situação confortável. Exato, autonomia, por vezes, se torna indiretamente proporcional ao conforto. Tudo é relevado na tomada de uma simples decisão, desde um simples anúncio até escolha e a contratação de um profissional / estagiário.

Algo ressoa todos os dias na minha mente: "você é a responsável".  Não sou apenas responsável pelo que cativo, como escreveu o querido Antoine de Saint-Exupéry. Sou responsável pelo que chega a mim, pelo que as pessoas esperam e solicitam. Por formar profissionais, tal como fizeram a mim. Por aprender a ser uma líder admirável, assim como eu tive os meus.

Jamais direi que estou insatisfeita, autonomia profissional é algo que muitos almejam. E eu ainda tenho muito o que aprender...





segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ego...alheio



Ego... qualquer ser humano possui. Como definir a capacidade intelectual de uma pessoa para interpretar o ego alheio? Acredito que somente quando uma pessoa possui um ego incompatível com a realidade, ela se dói com o ego alheio. É fácil ter a certeza disso, normalmente as pessoas tendem a evoluir...e quando a regra é contrária a frustração é certa!

Aceitamos facilmente opiniões negativas sobre nós mesmos, mas aceitar um elogio normalmente custa. Quase ninguém sabe lidar com elogios e isso realmente precisa ser trabalhado. 


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Fora do padrão

Nada de posts bem elaborados, super pensados. Hoje preciso ser apenas eu. Nada mais.
Não vou me limitar a ter x parágrafos nem a revisar se o meu português está com vícios de Portugal. Preciso apenas escrever.

Desde que me lembro por gente (e isso me inclui devidamente alfabetizada) eu gosto de escrever.
Escrevia nos cadernos velhos, nos cadernos antigos do meu irmão, em diários e livros. Escrever sempre foi um dos maiores prazeres que desenvolvi na vida. Gosto muito mais de escrever do que de ler. E escrever qualquer coisa...



Esses dias estive pensando sobre: como é possível uma pessoa ser tão essencial na sua vida durante tanto tempo e num piscar de olhos (leia-se meses e anos) ela simplesmente deixa de existir pra você. Em uma tragédia de "o mundo vai acabar" você não pensaria eu deixar tal pessoa em segurança, se tivesse que escolher uma pessoa pra salvar, capaz de ser a tia do café no lugar dessa pessoa. 

Sim, é muito estranho imaginar isso. E posso dizer por mim que sempre tive casos desses. Amigas, ex-namorados, colegas de trabalho. É bizarro como eu consigo ser intensa em tudo (o que é perigoso), tanto em abraçar o novo como em esquecer o velho. Tenho sorte, eu acho. Não sei como evitar. 


quinta-feira, 17 de março de 2016

Sim, eu pisei na Neve

Os sonhos não nascem conosco, as pessoas criam seus próprios sonhos. Talvez baseados em fatos desafiadores, talvez em fatos inevitáveis, naturais e socialmente impostos. Não sei bem dizer o motivo pelo qual os sonhos surgem, muito menos, identificar a origem dos meus. Eu sei que desde bem pequena, assistindo aos filmes americanos e vendo imagens em revistas, botei na minha cabecinha que queria pisar na neve.

Um sonho tão banal para alguns. Grande parte da população mundial vive em locais que nevam e de fato, odeiam tal fenômeno natural. 
Não sei exatamente quando e nem o por que isso surgiu na minha mente, mas uma vez eu disse que "só me casaria depois de pisar na neve". O que eu pretendia? Dificultar para casar com alguém decente...tornar o gosto da conquista melhor...simplesmente pisar na neve... Honestamente eu não sei dizer.
Mas uma coisa eu sei: eu não só pisei, eu deitei, rolei, brinquei. Eu estive lá e ponto!

                                           

domingo, 20 de setembro de 2015

"Pois"

Já tentei iniciar esta postagem diversas vezes, em todas elas eu penso em resumir a minha mudança pra Lisboa, como decidi, o que tive de fazer... então me dá preguiça e paro. Quem sabe uma outra vez escrevo sobre tudo isso, Mas agora, quero falar sobre o privilégio da vida.







Todos os dia passamos por lugares lindos, onde pessoas param para admirar, fotografar e refletir na vida. Me pego pensando sobre o que realmente sentem estas pessoas. As legendas das fotos nunca conseguirão traduzir o que realmente sentimos ao contemplarmos uma paisagem, um monumento ou simplesmente pessoas quando as olhamos pela primeira vez.

Então deixei aqui algumas imagens, apenas para que olhem e contemplem, Óbvio, também é impossível olhar na foto do mesmo jeito que pessoalmente, mas é o jeito.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Chiclete da Cabeceira

    
    É curioso como planejamos toda uma vida e de repente, tudo muda no que parece ser uma fração se segundos. A ordem natural da vida é que os filhos mais velhos se casem, em seguida os mais novos, depois vêm os netos, etc. Mas não foi bem assim. Com o casamento marcado para o mesmo dia que o casamento do meu irmão (seria uma linda festa tripla, 3 casais em dois salões enormes), joguei tudo pro ar e mudei meu rumo. Se eu tinha certeza do que fazia? Não mesmo. Mas hoje, ah...hoje tudo faz sentido! 

 

    Mas o assunto deste post é não é a minha mudança de rumo e sim, um Chiclete na cabeceira. Desde que me entendo por gente o meu irmão é um ser implicante e cheio de manias irritantes, como todo bom irmão mais novo deve ser. Uma das manias que ele tinha era de dormir à tarde com um chiclete na boca e quando se dava conta disso, ele colava o chiclete na cabeceira da cama. 

    Este mês ele faz um ano de casado e o último Chiclete da Cabeceira permanece intacto, ninguém tem coragem de tirar. Alguns vão dizer que é loucura, outros julgar a sustentabilidade. Mas não importa, este é o seu lugar.