terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Doce Natal


Quem nunca sonhou em ter um Natal 'real', como imposto pelo capitalismo ao nosso mundinho brasileiro?! Papai Noel com uma roupa bem longa e quentinha, bonecos de neve, pinheiros (de verdade e uma enorme lareira com meias penduradas na parte superior. Pois bem, pela primeira vez eu vivi este Natal. (Sem a neve - vale ressaltar).


Não o fui para os States, nem ganhei na loteria. Simplesmente minha família decidiu passar o Natal em um chalé em Friburgo. Isso mesmo, serra, frio e muito chocolate quente. Minhas tias fizeram milhões de comidas e pratos deliciosos e eu comi feito uma vaca. Resultado: Alguns quilos a mais (esqueçam, não vou falar quantos) e quase 900 fotos.


Aproveitei minha folga de 5 dias, tomei banho de cachoeira e aqui estou, relatando este fato ao meu 'diário' virtual, e companheiro de (quase) todas as horas.


Entretanto, como a brasileira que sou, senti falta dos fogos de quase 40 minutos (ficamos próximos a uma reserva ambiental), do churrasquinho no dia 25 e do calor insuportável que anualmente, nesta mesma data, fazia com que todos os parentes e visitantes caíssem na piscina após a ceia...é maravilhoso, de verdade.


Mas por bem (ou não), esta é a memória deste Natal...e que venham os próximos!!!


PS: Adorei os meus presentes.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Primeira 'prosa' de uma amizade


Não sei dizer o motivo, mas ontem, antes de dormir, eu lembrei da primeira conversa que eu tive com uma das minhas melhores amigas! Eu gargalhava na cama, sozinha...

Era uma manhã fria, e eu, como sempre, tinha perdido a primeira aula por chegar atrasada! Cansada de ficar na rua enquanto os meus colegas se enchiam dos ricos conhecimentos oferecidos pelos professores do GPI (pura ironia, deu pra perceber, né?!), eu decidi entrar e esperar no pátio da escola. Encontrei minha coleguinha companheira da época, uma vizinha que estudou comigo no jardim de infância, e então, ela me apresentou à minha amiga, Larissa.

Como sempre, eu tenho a péssima mania de abrir minha vida para pessoas que acabo de conhecer, e muitas das vezes, para desabafar com alguém que não esteja de saco cheio das minhas angústias. Não me lembro como o assunto começou, mas lembro que logo na primeira conversa nós falamos, meio que tentando se gabar uma com a outra (tipicamente normal entre adolescentes) dos nossos namorados e rolos.

"Eu não entendo o porquê da minha mãe não deixar meu namorado dormir na minha casa nos fins de semana, ele mora longe e não incomoda. No domingo nós vamos nos ver de qualquer forma. É um absurdo eu ser obrigada a chegar em casa 21h aos sábados" eu reclamava. Detalhe, eu tinha só 15 anos.

"Ah, eu também não posso chegar tarde, mas como o 'Fulano' faz parte do meu grupo de amigos da igreja, a minha mãe não se importa que ele durma lá em casa, desde que o grupo também esteja conosco. Minha mãe confia muito em mim, e eu não dou motivos pra ela desconfiar, por isso eu tenho liberdade" rebateu a minha amiga.

Durante o restante do ano letivo, nós passamos a nos tratar com falsidade, desdenho, sempre rolava uma alfinetada nas conversas com nosso 'grupinho' e então, descobrimos que éramos vizinhas. Começamos a pegar o mesmo ônibus juntas todos os dias...
Até que descobrimos que, em comum temos muito pouco, mas na verdade, somos essenciais uma para a outra! Criamos manias, piadas internas, compartilhamos músicas, sonhos, e até nossa família! (rs)

Passamos a estudar em escolas diferentes, depois na mesma faculdade, porém, em cursos diferentes, eu mudei de faculdade...às vezes ficávamos meses sem falar uma com a outra, não por birra, mas por falta de tempo mesmo.

Hoje eu estou formada, e ela, logo logo se forma também. Não temos especificamente nenhum vínculo ambiental (igreja, faculdade) que nos ligue, há apenas uma eterna amizade que rompe todas as barreiras naturais do tempo e espaço. E é certo, os meus filhos irão chama-la de TIA LYLLA!!!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cazuza, um idiota morto!

Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:
'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados... Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?


Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.

São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora...Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

Fiquei horrorizada com
o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que
a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se,
dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar... Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.

Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi à pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'

Por Karla Christine (Psicóloga Clínica)

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sábado, 21 de novembro de 2009

2012


Há cerca de duas semanas eu e o meu amor fizemos um dos nossos programas (de índio) favoritos...
Era feriado, 2 de novembro, eu por infeliz consequência, iria trabalhar neste dia, mas como nós combinamos, nada ia atrapalhar o nosso programa bem juntinhos...

Primeiro, almoçamos no Spoleto...impossível descrever... fome + Spoleto = orgasmo gustativo!!
Empanturrados e sem ânimo para comer nem um docinho, fomos para o Cinemark. De pronto observamos uma fila de rodar um quarteirão, e no reflexo do meu lindo namorado, nos dividimos! Enquanto eu guardava o nosso lugar na fila do 'povão', ele encarava a fila do débito automático...

Depois de uns 15 minutos na fila (a minha andou mais depressa), conseguimos o ingresso
"Nossa, só daqui há uma hora?" _ "Fazer o quê?" eu pensei...

Então, como o namorado quase perfeito que ele é, rodou comigo por inúmeras lojas, de todos os tipos, feitios, cheiros e vendedores esquisitos. Paramos em uma loja de cd, na livraria (só nela 'perdemos' 30 minutos) e finalmente....fomos às compras!

Lojas americanas...3 pacotes de biscoito, duas barras de chocolate, uma balinha e um refrigerante grande!

Já à caminho da sala de cinema, encontramos um lugar...bem àqueles preferidos dos casais: último banco...normalmente as cabeças são contadas em pares, exceto pelos recalcados que teimam em sentar nos espaços deixados pelos amantes para um pouco mais de 'privacidade'.

Então, estávamos lá...esperamos 3 semanas pra ver o filme "2012", a expectativa era grande, e por azar nosso, percebemos que não éramos os únicos.

Antes do início dos trailers, já não haviam menos do que lugares únicos e isolados que foram sendo preenchidos um a um por mal-educados e atrazildos, que sem um pingo de noção, passavam milhões de vezes na nossa frente, pisavam no meu pé, quase entornaram o meu refrigerante...

Então começou o filme e eles não param de chegar, parecia que tinham dado cria...eram atrazildos por toda a parte....adolescentes histéricas e cheias de hormônio, grupos de meninos babacas que riam a cada piada de duplo sentido que o 'babaca mor' contava... Então finalmente, aconteceu...

Uma senhora simpática, aparentava seus 60 anos, sentou-se ao meu lado, me fez botar a bolsa no colo, o que de início me fez emburrar a cara, e então, o filme começou...

"Heey, Jéssica, me passa a pipoca". Na minha visão: a pipoca vinha...a pipoca ia...era refrigerante, era chocolatinho... A velha não parava!!!!!!

Para piorar, a simpática senhora começou seu diálogo com o filme:
"Ihhh agora vai ficar 'bão'..."/"Que cara burro"/"Esse cara é bom hein, olha o que ele conseguiu fazer"/"Ihhh esse é corno"/"Sai daí, olha a onda"/"Mas que egoísta!!"....

Ao final do filme, eu estava torcendo para a onda invadir aquela sala pois eu iria afogar aquela velha sem dor na consciência...

Depois de 2h40 de efeitos especiais e comentários estilo Galvão Bueno, as luzes ascenderam e a pessoa com a cara mais redonda do mundo, deu uma risadinha e disse: "Eu atrapalhei vocês? Me desculpem, há exatos 15 anos eu não venho ao cinema"

Minha vontade foi de manda-la ir para o olho da terraaa!!!!!! Mas como era de se esperar, acenei com um sorriso forçado e desejei que ela tropeçasse em apenas um degrauzinho...Mas isso também não aconteceu!!

Fazer o quê? Paciência, né!!!


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Como Nascem os Chefes!!!!!!!!

No princípio da humanidade, quando Deus criou o corpo humano, os órgãos vitais do mesmo começaram a discutir sobre quem seria o chefe.

O cérebro expôs: "eu devo ser o chefe já que ordeno o funcionamento de todos vocês".

Os olhos argumentaram: "nós devíamos ser o chefe porque guiamos todo o corpo".

O coração disse: "então eu deveria ser o chefe porque levo o sangue para que todos vocês funcionem".

Nesse caso, disse o estômago: "eu serei o chefe porque os alimento a todos".

As pernas declaram-se chefes porque, segundo elas, transportam todo o "corpo".

Os demais órgãos indignaram-se pelo que cada um sentia, foi quando o cú pediu para ser ele o chefe. Todos riram desta tirada que consideraram despropositada.

E o cú declarou: "eu serei o chefe"... e negou-se a cagar durante 5 dias.

O corpo estalava...!!!!!
A cabeça girava...!!!!!
O estômago sentia-se mal...!!!!!
Os olhos nublavam-se...!!!!!
O coração ameaçava parar...!!!!!
As pernas tremiam...!!!!!
E, então, todos gritaram: "Salve grande cú, Chefe do Corpo!"

E, DESDE ENTÃO, QUALQUER CUZÃO É CHEFE...!!!!!



Entendam como quiser! Mas faz sentido.........

terça-feira, 29 de setembro de 2009

(Quebra de jejum)..."Há vida após a formatura?"


Para quebrar o jejum de 'quase' um mês sem postar, venho falar sobre uma questão:
"Há vida após a formatura"???

Por centenas de dias de trabalhos, atividades de campo, Av1,2,3...Seminários e colaborações, me pego em uma questão, como será minha vida depois de formada. Por quatro anos esperei por isso, mas, como vou viver sem ter que ler milhões de textos (obrigatóriamente), escrever resenhas e chegar sempre 15 minutinhos atrasada? Como vou ficar sem a maravilhosa biblioteca do campus de Niterói para suprir minhas insasciáveis necessidades ?

Por muitas vezes cheguei a dizer que não aguentava mais subir aquelas escadas e assistir horas de aulas, discutir assuntos que não sairiam dali. Mas quando se está na reta final, tudo muda.

Surgem então as possibilidades: Devo fazer uma pós? outro vestibular? tentar concursos?
Mas o que eu fiz de melhor até hoje foi estudar, e diga-se de passagem, na Estácio, que foi aonde me encontrei e conheci os professores MAIS inteligentes, me arrisco a dizer, do Rio.

Quando assistia as aulas da Rejane, ou me deliciava nas 'viagens' da Patrícia D'abreu, me hipnotizava nas "Novas Tecnologias" apresentadas a mim pelo Sandro. Sem contar os demais professores, todos maravilhosos.
Mais ainda quando fui apresentada a "pesquisa científica", e descobri o quão prazeroso é escrever um artigo, e melhor ainda, vê-lo publicado.

Apesar de estar monografando e aproveitando o gostinho das minhas últimas disciplinas acadêmicas, todos esses pensamentos fervem a minha mente.

Por mais que eu não pare de estudar, trabalhe ou até mesmo faça outra graduação, nada será igual a primeira 'faculdade'.

E eu só lamento que tudo isso (já) esteva acabando...




segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estereótipo do cabelo liso


Tento imaginar como seria o mundo hoje sem as benditas escovas progressivas, marroquinas, inglesas, francesas, amerinacas, japonesas, etc...
Hoje em dia não existem mais cabelos naturais, atire a primeira pedra quem não tem nenhum tipo de química no cabelo.

Desde sempre eu jamais tive problemas com o meu cabelo, ele era indefinidamente liso com cachos na ponta, sempre bem comprido. Lembro-me muitas vezes de minhas tias tirando 'onda' com o meu cabelo. Isso mesmo, naquelas discussões de 'quem tinha o cabelo melhor', eu distraída, como sempre e com meu rabo de cavalo, sempre ouvia de longe: "Carool, vem cá....agora solta o cabelo" e todas "Nossaaa, q lindo".

Juro pra vocês, nunca achei nada de 'lindooo' no meu cabelo, era fato de que até os 5 anos, minha mãe precisava me obrigar a lavar a cabeça, pois a preguiça de esperar o cabelo secar era maior do q a vontade de ter cabelos cheirosos e sedosos. Hoje, creio eu, o que chamava mais atenção no meu cabelo era o fato de que ele era bem comprido e naturalmente brilhoso.

Aos 16 anos eu tive a infeliz idéia de pintar os cabelos de vermelho...isso mesmo, virei uma 'super-ruiva'...mas sempre inovando, já tive o cabelo cereja com duas mechas rosa 'sorvete de morango' bem acima da testa. Já fiquei loira, cabelos negros como a 'Mortícia' (até me apelidaram, na época).

Hoje descobri que a melhor opção é deixar o cabelo natural, como Deus criou...mas quem disse que é fácil. Após uma overdose de química durante anos....hoje minha melhor aliada é a 'escovinha básica', tá certo, não pinto mais nem denomido o que está no meu cabelo hoje.

Mas fala sério, depois de ler toda a história do meu cabelo, o que vem em mente, fala sério.
"Quer saber, vá ler um livro"

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Será mera coincidência?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Se você for inteligente responda

*Como se escreve zero em algarismos romanos???

* Por que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo??

* Por que os filmes de batalha espaciais tem explosões tão barulhentas, se o som não se propaga no vácuo???

* Se depois do banho estamos limpos porque lavamos a toalha???

* Como é que a gente sabe que a carne de chester é de chester se nunca ninguém viu um chester??? (vc já viu um chester? )

* Por que quando aparece no computador a frase 'Teclado Não Instalado', o fabricante pede p/ apertar qualquer tecla???

* Se os homens são todos iguais, por que as mulheres escolhem tanto???

* Por que a palavra 'Grande' é menor do que a palavra Pequeno'???

* Por que 'Separado' se escreve tudo junto e 'Tudo junto' se escreve separado???

* Se o vinho é líquido, como pode existir vinho seco???

* Por que as luas dos outros planetas tem nome, mas a nossa é chamada só de lua???

* Por que quando a gente liga p/ um número errado nunca dá ocupado???

* Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca???

* O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002, tem qualidade certificada por quem???

* Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo???

* Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola???

*Como foi que a placa 'É Proibido Pisar na Grama' foi colocada lá???

* Por que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objeto perdido, temos a mania de perguntar: 'Onde foi que você perdeu?'

* Por que tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo???

* Se o Pato Donald não usa calças, por que ele amarra uma toalha na cintura quando sai do banho???

Enviado por e-mail...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cara de Toncha...


Não há nada pior do que passear pelo shopping com uma amiga e ver chegar aquela criatura que estudou com ela há 100 anos atrás...você fica com cara de 'toncha' e hiper sem graça, esperando ansiosamente que as recordações do passado levantadas juntamente com risadas forçadas terminem de uma vez. Isso quando o clima não piora q surge um convite "Quer nos acompanhar?"...e pro nosso azar, a 'sem noção' sempre aceita.

Aii um belo chá de "Se Mancol"!!!!!!!!!!!!!


O ardor do passado


Quando a felicidade é perdida por palavras não ditas ou quando as dúvidas rondam a mente eternamente... Não há secredo para a felicidade, mas por experiência própria, há sempre uma aliada: a sinceridade.

Aprendi a não ter medo de falar sobre os mais diversos e perigosos assuntos, mentir pra quê? Um amigo me disse ontem que "as pessoas ficam com você pelo que você é, não pelo que você fez". É interessante como precisamos rondar o mundo e viver tantas experiências pra chegar em uma conclusão tão simples.

O passado para muitos é corroedor, para outros, é descartável. E muita gente ainda se gruda nele, como uma forma de amenizar os sofrimentos e possíveis decepções que virão e que são, de certa forma, necessárias para a formação do caráter. Uma amiga me disse certa vez: "Exceto o Curipira, o homem não foi feito para andar para trás", e para efeito de esclarecimento, este ser é uma lenda.

Descobri que não há como mudar os erros do passado, o príncipe que eu idealizei por tantos anos nada mais é do que um homem comum, com desejos canalhas de qualquer criatura humana e com um órgão sexual externo.

Nem sempre podemos prever o que virá, mas é bom saber aproveitar cada momento, cada instante, e viver um amor inédito. Por isso, percebi o quanto é injusto culpar alguém pelo passado, ou penalizá-lo por atos impensados.

Mas entendam, para que o passado seja realmente superado, o sinal é que se possa falar livremente sobre ele. Caso isto não ocorra, é porque ainda há alguma marca, algum vestígio bom ou ruim, que precisa ser superado.

É muito bom esquecer, e melhor ainda deixar tudo em 'pratos limpos'. Para seguir uma etapa, é preciso concluir a anterior, e assim por diante.

Eu quero seguir, andar por lugares mais altos (literalmente...rs) e viver sem ter medo de sofrer. A lembrança do presente é sempre melhor do que a do passado. Nada como a felicidade para destruir o ardor do passado, bem, ao menos quando este não está à todo vapor.

Mas este não é o caso...


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vitórias



Para surgir a beleza da borboleta, é necessário passar pelo casulo, quente e escuro, solitário. Quando admiramos a borboleta, não temos noção do passado dela, de quanto aquela criatura foi nogenta, rastejando pelos troncos das árvores e queimando qualquer criatura que encontasse nela.

Quando admiramos a beleza da águia, não conseguimos visualizar as fases pela qual esta ave passa, para se tornar este objeto de admiração. Quando chega a certo tempo, a água voa para a montanha mais alta que conseguir e se esconde em uma lasca para se esconder. Ela fica mais frágil que um filhote, bate o bico nas pedras até dilascerar toda a casca e arrancar o bico, espera nascer o novo bico e com ele, novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas. Quando nascem as novas unhas, elas arranca as velhas penas. Após cinco meses, com novas asas, ela se lança no vôo da vitória e renovação, e viverá no total 70 anos.

Apesar de todas as fases que passei na minha vida, Deus tem sido fiel...e somente Ele vai me permitir voar mais alto e enchergar longe.

"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo". II Coríntios 12:9

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Coração dilascerado ou de Pedra


Devo adiatar aos leitores que esta postagem é extremamente 'EMO'...

Sou um tipo de pessoa que se apaixona fácil, juro, quando estou carente, basta uns elogios e atuações de sinceridade e pronto, já acordo e durmo pensando na pessoa. Assim aconteceu com a maioria dos namorados que eu tive, e com o atual, bem...não foi diferente.

Recentemente eu havia sofrido uma decepção por um rapaz que surgiu sem precedentes e desapareceu sem deixar vestídios. Não me refiro à uma fuga física, mas ele realmente matou minhas esperanças de que ele fosse um homem com caráter.

Em seguida, me apaixonei pela figura amena do irmão de uma amiga...bem, nunca trocamos mais do que duas palavras ou dois depoimentos (secretos), mas ele me encantava como um ator de cinema encanta uma garotinha de 12 anos. Eu estava fascinada e disposta a me doar pelo príncipe que ele parecia ser. Bem...o 'Goiabão', como eu o chamava não durou muito tempo.

Pouco tempo depois, voltei a ter contato com o meu atual, que por consequência, enche meu celular de ligações e orkut de recados todos os dias. Não estou reclamando não, ele é ótimo pra mim.

Mas até onde isso vai? Um relacionamento pode durar?
Tenho dúvidas quanto a isso, e muitas vezes, vontade de arriscar mais minha vida, sair sem rumo em busca de algo parecido com o q eu sonhei minha vida inteira. Por incrível que pareça, não tenho esta definição, mas viver conforme a maré, na maioria das vezes, causa náuseas.

Muitas pessoas reclamam da rotina, mas pra mim, a rotina ou como o próprio nome pré-diz, o ritual, é prazeroso e drástico, ao mesmo tempo.

Meus sonhos são simples, e como uma amiga me disse uma vez, são essenciais. Não é preciso lutar muito para que eu seja feliz...minhas necessidades são óbvias e eu não aguento mais o marasmo de novidades boas e ruins, que oscilam ao redor de minha vida e existência unicamente sonhadora.

Qual das opções são melhores: Um coração dilascerado ou um coração de pedra?
Se um dia alguém tiver esta resposta de forma convicta, por favor, me avisem.




sexta-feira, 31 de julho de 2009

Versículo do dia

"Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza."

sábado, 25 de julho de 2009

Salmo 100:4


Esta mensagem me foi enviada por e-mail por uma grande amiga. Vale a pena ler e crer.

“ Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém...

O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.

Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.

Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila.

Certamente ele ainda estava na pizzaria.

Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.

Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.

A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.

As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada...Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.

Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.

O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais.. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.

Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência.

Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica à uma hora de avião de Nova Iorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila '. Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.

Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101.º andar do World Trade Center Twin Towers.

(Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)

'Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.' Salmos 100:4”

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A magia da Maquiagem


Desde pequena eu sempre fui a fã número um da maquiagem. As pessoas na rua ficavam bobas quando me viam aos 4 anos de idade passando aquele belo batom vermelho (diga-se de passagem, era moda nos anos 80) sem utilizar o espelho. Fui treinada pra fazer isso e modéstia à parte, era uma gracinha mesmo!

Cresci sonhando em ser uma aeromoça ou uma mulher de negócios, mas não havia nada de chamativo na profissão, a não ser o simples fato de passar o dia inteiro maquiada e penteada, como as atrizes de filme, que dormem e acordam impecáveis.

Esta realidade mudou quando, aos 20 anos, fui contradada por uma empresa hiper chique que prestava serviços de RH (pois é!). Me deparei com uma chefe que era a cara da atriz Flávia Alessandra. O que ela tinha de bonita, tinha de insuportável e magérrima. Era tão prepotende que dava dó.

Todos os dias, a cada almoço era uma retocada no batom, na sombra. A cada copo d'água, espirro ou 15 palavras ditas, o batom deveria estar intacto, afinal, eu era a "primeira impressão" da empresa, o 'cartão de visitas'. Durante o tempo em que trabalhei na PS, gastei mais comprando roupas e sapatos do que com coisas realmente úteis pra mim. Eu simplesmente era "a imagem". Pra não perder o dramalhão, era um sonho desde menininha...eu estava aonde realmente eu queria.

Um dia simplesmente acordei de TPM e mandei todos irem pro "Raio que os parta". Hoje trabalho de rasteirinha ou tênis, calça jeans e sem NENHUM tipo de maquiagem. Mesmo ganhando um pouco (ou muito) menos....hoje, de cara limpa, sou mais feliz. (Fátima Bernardes que me aguarde!).





quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pirraça não adianta!


Por diversas vezes eu teimei com Deus, para que a minha vontade prevalecesse. Foi assim na mudança de escola, na escolha da faculdade, em namoros e possíveis 'homens da minha vida'. Viagens, destinos e decisões. Brigas, discussões e desentendimentos.

Se eu pudesse enxergar no futuro todos os passos que eu ainda vou dar, com certeza eu não cometeria erros, e eu não seria tão grata pelo tempo de tratamento do meu caráter.

Bem, um caso em especial eu preciso citar nesta postagem:
Ele era um jovem encantador, lindo, um homem de Deus (pelo menos aparentemente). Era um pouco mais velho do que eu e pronto pra ser meu futuro esposo. Eu vivia os meus dias na esperança de que Deus me concederia esta graça, o rapaz seria o meu presente. Eu ia pra igreja mais feliz, ia para os meus afazeres pensando nele, pedia para as crianças orarem para que Deus abençoasse nossa relação, que ainda não existia. Até que...bem, ele não era pra mim. Na verdade, eu nem ao menos o conhecia...

Descobri um pouco tarde, durante alguns meses eu sonhei com este rapaz. Como é difícil cumprir a vontade de Deus, mas somente se você estiver contra ela. É preciso que Deus esteja acima dos desejos e das vontades.

Demorei até aprender, e confesso que ainda teimo algumas vezes. Mas servir a um Deus de amor é tão maravilhoso que os erros são, na verdade, um treinamento para a formação do caráter.

Hoje estou mais forte, 'esperta', segura e muito feliz. Tudo isso em Deus, é claro.
O que aprendi com isso...nada pode ocupar o lugar de Deus. Não podem ser o salário, os bens, os amigos, namorados, nem mesmo a família. Deus é único e seu lugar em cada ser deve estar reservado.

E apesar de todo o seu esforço e súplica, nada vai acontecer a menos que Deus permita. Logo, é muito mais fácil não tentar lutar contra a forte correnteza e agradar um pouco o Papai celeste que tanto nos ama.

Amém?







Amiga de momento...é pra sempre


Certa vez, nas férias de Julho, eu tinha apenas 7 anos e fui com meus pais para Miguel Pereira. Ficamos num Hotel estilo colônia, apesar da minha pouca idade, ainda posso me lembrar de alguns detalhes como um doce de leite que comíamos no café da manhã, o sino que tocava às 8h pra chamar pro café, as reuniões de grupo à noitinha...e o mais engraçado é que sem motivos, me lembrei de uma amiguinha que eu fiz no local, se chamava Tatiane.
É estranho como ainda consigo me lembrar, ela tinha a minha idade na época, era branquinha, magrinha, tinha os cabelos compridos e lisos. Quando acordávamos, íamos brincar, e assim ficávamos o dia inteiro até nossas mães nos chamarem para nos agasalharmos, afinal, até aquela época eu nunca tinha sentido tanto frio.

Nós caçamos sapos, fizemos uma 'trilha' super perigosa ao redor de nossos quartos, entramos até na piscina, comemos sobremesas, trocamos figurinhas, brincamos de super herói, de dançarina, cantora, de barbie e de todas as espécies de brincadeiras de 'mocinhas' que nós éramos aos quase completos 6 anos. Ficamos em Miguel Pereira durante 15 dias e eu jamais esqueci meus dias naquele lugar.

Quando paro pra pensar, a Tatiane, minha querida amiguinha de férias pode ter se transformado em uma médica, ou uma colega de profissão: Jornalista, ou quem sabe advogada ou vendedora de lojas. Pode ter engravidado na adolescência e ter a vida destruída, ter, quem sabe, entrado para o tráfico, ou matado alguém. Pode estar rica, pobre, passando fome ou até morta.

Toda vez que lembro dessas férias ou até mesmo dessa menina penso que simplesmente, não importa quantas pessoas passam pela minha vida, não há como prever se algo será ou não duradouro. O que importa que aproveitemos todos os momentos possíveis com todas as pessoas que de alguma forma, marcaram uma passagem, por mínima que seja.
Amanhã não saberemos onde vamos estar.

De qualquer forma, eu prefiro lembrar da "Tati" como uma menina feliz que dividiu comigo suas férias de inverno em um hotel maravilhoso com diversas 'aventuras'. Mesmo que eu a veja hoje em dia, como um ser que ela se tornou, eu prefiro guardar as lembranças. E por mais que o tempo passe, esta será a imagem que eu terei de minha amiguinha.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Feliz Dia do amigo


Ah, a amizade! Tão bela e simples, só quem vive a amizade pode descreve-la, ou contesta-la. Muitos poemas e músicas falam sobre a profundidade da amizade, tentam limita-la a palavras. Mas na verdade, só entende o verdadeiro valor de um amigo, quem passou perto de perde-lo um dia. É na dor que certamente reconhecemos sentimentos verdadeiros.

Quando penso em amizade, situações tomam conta da minha imaginação, como um amigo ter de abandonar o outro para morrer em plena guerra ou ter seu irmão morto em seus braços. Ver seu amigo sofrendo de uma doença terminal ou simplesmente, saber que um amigo está sentindo algum tipo de dor.

Bem, tenho um exemplo de amigo, é claro, são vários deles, mas um em especial ouso citar aqui. É o meu irmão...somos completamente diferentes, tanto na aparência, quanto no jeito de ser, nas emoções. Bem, muitas, mas muitas vezes, eu o criticava, e colocava milhões de defeitos nele. Mas, ainda que a recíproca não seja verdadeira, ai daquele que chama-lo de feio ou ousar levantar a mão pra ele.

Então, eu escolho sofrer por ele e poupa-lo de qualquer possível dor que a vida pode causa-lo. Não to dizendo aqui, meus queridos, que vou lamber o chão pra ele passar, NÃO! Ainda o considero mimado, sem consideração e um tanto egoísta. Mas o que posso fazer? Ele é o meu irmão, o único que tenho e que esperei por anos.

Com esta pequena descrição, provo a mim mesma que sou capaz de amar um amigo, e de apoia-lo no que for preciso. Mas como todas as minhas relações, sou seletiva, só possui minha amizade quem realmente...realmente merecer!!

Encerro desejando a todos um FELIZ DIA DO AMIGO!!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Intercom NACIONAL 2009!!!

Nos Limites do Ser: Entre a Tecnologia Penetrada no Corpo e a Humanização de Dispositivos Tecnológicos

Tomando como objeto a relação de interdependência recíproca entre homem e máquina, o artigo pretende aventar para um novo sujeito pós-moderno que está surgindo, fruto dos hibridismos tecnológicos e sociais da atualidade. A hipótese do trabalho aponta para a possibilidade de desenvolvimento de uma quarta ferida narcísica, mediante o que foi proposto por Freud, onde o homem tem mais uma vez o seu ego ferido, desta vez em função da divisão do espaço entre ele e as máquinas. Aponta-se ainda que, como consequência desta interação, este “novo” sujeito passa a desenvolver novas formas de se relacionar em sociedade, ampliando conceitos como o panoptismo e a modernidade líquida.

Bem, esta é um resumo do que eu e minha querida amiga Bruna vamos apresentar no Intercom Nacional 2009, em Curitiba.

Deus seja louvado para sempre!
Amém!

Viva as Tias!


Tias são criaturas engraçadas, experientes, mais ou menos confiáveis do que as mães, a diferença é que as tias não podem brigar, ou te proibir de fazer algo.
São sempre elas que te lembram dos quilinhos que você ganhou desde o último aniversário da família. São elas que tiram onda com suas conquistas, exibindo-a como a(o) sobrinha (o) perfeita (o), mas é claro, nunca melhor do que o próprio filho, aquele primo pentelho que só quer saber de jogar video game e engravidar a primeira 'piriguete' que encontra pela frente.
Pois bem, a expressão 'ficar pra titia' é usada para ofender, durante uma briga, aquela amiga que não arruma um namorado há algum tempinho, ou a chefe metida a sabe-tudo que não consegue manter uma relação que não seja a profissional (e esta somente pelo dinheiro).
As tias sempre sabem, as tias sempre entendem, sempre aconselham. As fadas-madrinhas das histórias de princesas, na minha opinião, deveriam se chamar 'fadas-tias'.
"Tiazinha" já foi uma personagem estilo 'mulher-fruta' da atualidade. As mães dos nossos amigos e primeiros namorados são apelidadas de 'tia'. Pra se livrar da cantada de uma coroa, que não é lá grandes coisas, basta chamá-la de tia.

Por fim, as tias são seres que merecem nossa atenção, carinho e compreensão. Afinal, ser tia não é uma escolha, é uma condição. Da mesma forma que comemoramos o precioso 'Dia das Mães', também deveríamos comemorar o 'Dia das Tias' (Sem sarcasmo).


Um fura-fila 'mágico'


Estréia do "Harry Potter e o enigma do príncipe", cinema LO-TA-DO!! Sessão de 20h20...às 19h e a fila dava voltas no shopping...
Vários retardados vestidos de personagens e tirando fotos com os cartazes. Quanta repugnância...bem, eu e integrantes da Banda Podre conversávamos alegremente na fila, quando uma mulher que estava na nossa frente falou brincando "Vocês ainda tem esperança de sentarem juntos...melhor esquecer!".
Nesse momento, a brasileira que há em mim foi acionada e lá fomos eu e Rafaella desesperadamente procurar um conhecido na fila. (Quanta cara-de-pau!!).
Quase chegando ao fim da fila, que é, na verdade, o começo, a Rafa indagou:
- "Carol, desiste não tem nenhum conhecido".
-"A esperança é a última que morre" retruquei.
-"Nesse caso já morreu" disse minha querida amiga, já se despedindo dos nossos lugares lado-a-lado.
Até que....
"OOOIIIIII, TUDO BEM??"
Bem, confesso que não lembrei da pessoa de início, até dei uma mancada chutando ser um colega de trabalho, mas graças a minha super-incrível memória lembrei do meu inesquecível colega de matrícula da UNIPLI (isso mesmo, há 4 [quatro] anos eu não o via, sorte minha ele me reconhecer).

Até o presente momento meus amigos não acreditam em tamanha cara-de-pau, porém, conseguimos sentar todos juntos e o filme, bem, como esperado, foi incrível!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

No início são flores...


No começo, tudo são flores...todas as músicas fazem sentido, todos os filmes românticos são assistidos ou re-assistidos. Todos os cheiros, poses e sorrisos fazem lembrar o seu amor, tudo o que você pensa é estar junto de quem 'ama'.

Isso até você casar e ter que aturar crises constantes de identidade misturada com um egoísmo extremamente egocêntrico e materialista.

Sempre me perguntam: "Quando você vai casar?". Não é que eu não queira casar, mas antes até de 'pisar na neve', eu pretendo curtir cada segundinho do mundo encantado dos namorados e aproveitas as 'flores' iniciais e 'solteiras'.

Abaixo o 'Feliz Aniversário'


Todos os anos, em um dia especial é a mesma coisa..."Parabéns, tudo de bom, saúde, felicidades, sucesso...etc...etc!". Milhões de scraps, ligações, SMS, e-mails...
Quando crianças, esperamos UM longo ano para o dia especial, aquele no qual ganhamos presentes, os amigos se reúnem, a família que só vemos uma vez ao ano...Cada aniversário soa como uma conquista. Para as meninas a idade esperada é 15, meninos 18. Por anos e anos sonhamos atingir esta idade...

Então chega nosso baile de debutantes, no meu caso, inicialmente seria uma viagem para Bariloche (AR), mas como nada sem planejamento flui e eu só pensava nas Melissas e roupas de marca, não deu certo minha esperada viagem. Além disso, minha natural insegurança me impediria de ir para qualquer lugar sozinha...seja por medo do desconhecido ou pelo 'pavor' de estar sozinha. Por fim, um churrasco com guloseimas e todos os meus amigos fez meu aniversário ser inesquecível. Sinto saudades quando lembro deste dia.
Para os meninos, os 18 anos são comemorados em boates, viagens, escursões ou qualquer tipo de comemoração criativa digna dos '18 anos'.

Para ambos, após esta data, os aniversários chegam mais depressa, a monotonia passa a invadir aquele dia esperado quando éramos crianças, até que damos conta, ou no meu caso particularmente, que os 'votos' de todos os que te saludam nem sempre são verdadeiros. Se todos os que me desejam 'saúde e felicidade' realmente o fizessem de coração, com certeza aquela gripe 'bendita' em plena segunda-feira não me acabaria. Nem choraríamos por qualquer coisa, a TPM não nos atingiria...

Bem, deixando de lado toda a hipocrisia...se você não tem um convivio direto com o aniversariante, pouco importa o que você vai desejar, sua mensagem apenas aumentará o seu ego. E como isso pouco importa pra você...realmente, não faz diferença.

Decidi que não quero mais fazer aniversário...depois dos 15, como dizem, oa anos 'voam'. Não quero mais ficar com a cara redonda diante de muitos "Tudo de bom"... quanta hipocrisia.
Decididamente, evitar fazer aniversários eu não posso, então, por favor, me poupem de coisas que vocês realmente não desejam. Caso desejem de coração, são bem vindos...saberei se o desejo foi sincero realmente na minha próxima gripe....

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nada como um dia (in)comum...


Sabe aquele dia...é aquele... que você acorda com cólica, a chuva forte não para, seu tênis está sujo, seu cabelo oleoso, você perde o primeiro, o segundo e o terceiro ônibus, pisa na poça d'água na calçada, senta ao lado de um senhor que não tomou banho (há dias), esquece de carregar o celular, toma um banho quando o carro passa aonde vc tenta atravessar, chega atrasada e toma aquele esporro!!!
Bem, o dia mal começou e quantas tragédias...não estou agorando o fim do meu dia, nem vou dizer "O que mais pode me acontecer?". Esta é uma pergunta com respostas práticas. E eu não quero pagar pra ver...


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Casamento e a promessa


Toda mulher e toda menina sonham com o casamento....
Há alguns anos, não me lembro ao certo, fiz uma promessa a mim mesma "Somente me casaria após ter pisado na neve".
Que coisa mais escrota e sem fundamentos!! - Você deve estar pensando. Porém, há um significado muito mais profundo do que simples flocos de neve congelando meus dedos dos pés.

Chás de panela, ensaios de casamento, confecção de vestido, escolha do buffet, do enxoval...coisas lindas, realmente!
Mas o real significado desta promessa sem cabimento é uma busca incessante por sonhos mais altos do que os meus pés possam alcançar...é saciar a sensação se conseguir algo que poucos conseguiram...é óbviu, muitos moram na neve, viajam todos os meses para estações de snowboard.
Para uma pessoa como eu, bem, não é tão simples como o jogo de palavras que uso para descrever estes desejos.
Pra mim, o pisar na neve é como olhar o infinito mais de perto, e rasgar o branco da neve com o impulso de um corpo trêmulo pela temperatura, porém radiante pelas circunstâncias. É um sonho de alguém que precisa tocar as obras mais belas, apalpar as texturas da natureza...contemplar a obra do Criador.

Meus sonhos são simples, meus sonhos são essenciais, são difíceis e infundáveis, infinitos...
Não é que eu não queira casar, não me entendam mal. Casar todos querem...viver pra sempre com um amor, cuidar dos filhos e ter uma casinha com a sua cara, um animal de estimação... mas antes de tudo isso, o que eu preciso mesmo é marcar minha pegada na neve!!!

Lágrimas do primeiro amor


Sentimentos são pequenos fragmentos de sensibilidade, cuja percepção existe apenas para quem sente.
Lembro-me do meu 'primeiro amor', quando eu tinha apenas 13 anos de idade. Enquanto as demais meninas da minha idade brincavam de boneca, eu perdia noites chorando por gostar demais e por perdê-lo. Estava apaixonada.
Atualmente, "apaixonada" pra mim é uma palavra muito forte, quase como o "amor", que é a extremidade.
Tudo é sempre muito lindo, quando você gosta, e é correspondido pela primeira vez...é o 'primeiro amor'. Mas como tudo na vida, sempre chega o esperado "The End". E quando este chegou para mim, não foi diferente das outras pessoas.
Ao me debulhar em lágrimas, me lembro da voz de minha mãe, sempre cuidadosa, sussurando pra mim: "Ele não é o único garoto no mundo. Amanhã virão outros. Não é o fim do mundo"
(Olha a situação, vai falar isso pra mim???)
"-Eu não quero outro, não quero ninguém. Queria ele, e como não tenho mais, quero morrer!" retruquei indignada.

Quanta ingenuidade, mal sabia por quantos outros rapazes eu iria chorar...(não que seja uma quantidade significativa, vocês entenderam, né?!).

Se eu pudesse trilhar o caminho que seria percorrido, talvez eu não desejasse a morte, talvez não tivesse chorado tanto, talvez eu tivesse aproveitado mais o tempo que desperdicei ao ser confiante demais, ou quem sabe, insegura demais. Talvez eu me preparasse para o próximo com mais entusiasmo. Mas tudo na minha vida foi assim...incerto, inesperado.

O que sei é que o gosto amargo das lágrimas, misturado a uma vaga esperança que na verdade, não existia, me fez ser forte o suficiente pra não jorrar rios de lágrimas na primeira discussão, ou quem sabe, me deu forças pra encarar e entender que dois caminhos podem ser trilhados juntos até certo ponto, e em seguida, seguir cada um para o seu lado.

Hoje posso olhar para trás, e entender os erros e acertos que cometi...e como me pareço tão ridícula quando analizada aos 13 anos...tento não me imaginar futuramente...quem sabe eu poderia prever o que me espera? Seria eu tão ridícula quanto fui antigamente?

O essencial da lembrança do meu primeiro amor é a mistura de inocência com o desconhecido, resultando num caminho sonhado que nunca foi trilhado. Como minha visão era e é limitada...não consigo enxergar a felicidade que me espera.

A simplicidade não existe, caso existisse, não ocorreriam os conflitos. Mas entre viver uma vida monótona e pré-traçada, eu prefiro arriscar todas as minhas 'fichas', se o fim da linha for simplesmente o 'viver a descobrir o desconhecido'.

Então, rumo ao desconhecido...o que mais posso fazer a não ser, deixar o futuro me consumir?!