segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lágrimas do primeiro amor


Sentimentos são pequenos fragmentos de sensibilidade, cuja percepção existe apenas para quem sente.
Lembro-me do meu 'primeiro amor', quando eu tinha apenas 13 anos de idade. Enquanto as demais meninas da minha idade brincavam de boneca, eu perdia noites chorando por gostar demais e por perdê-lo. Estava apaixonada.
Atualmente, "apaixonada" pra mim é uma palavra muito forte, quase como o "amor", que é a extremidade.
Tudo é sempre muito lindo, quando você gosta, e é correspondido pela primeira vez...é o 'primeiro amor'. Mas como tudo na vida, sempre chega o esperado "The End". E quando este chegou para mim, não foi diferente das outras pessoas.
Ao me debulhar em lágrimas, me lembro da voz de minha mãe, sempre cuidadosa, sussurando pra mim: "Ele não é o único garoto no mundo. Amanhã virão outros. Não é o fim do mundo"
(Olha a situação, vai falar isso pra mim???)
"-Eu não quero outro, não quero ninguém. Queria ele, e como não tenho mais, quero morrer!" retruquei indignada.

Quanta ingenuidade, mal sabia por quantos outros rapazes eu iria chorar...(não que seja uma quantidade significativa, vocês entenderam, né?!).

Se eu pudesse trilhar o caminho que seria percorrido, talvez eu não desejasse a morte, talvez não tivesse chorado tanto, talvez eu tivesse aproveitado mais o tempo que desperdicei ao ser confiante demais, ou quem sabe, insegura demais. Talvez eu me preparasse para o próximo com mais entusiasmo. Mas tudo na minha vida foi assim...incerto, inesperado.

O que sei é que o gosto amargo das lágrimas, misturado a uma vaga esperança que na verdade, não existia, me fez ser forte o suficiente pra não jorrar rios de lágrimas na primeira discussão, ou quem sabe, me deu forças pra encarar e entender que dois caminhos podem ser trilhados juntos até certo ponto, e em seguida, seguir cada um para o seu lado.

Hoje posso olhar para trás, e entender os erros e acertos que cometi...e como me pareço tão ridícula quando analizada aos 13 anos...tento não me imaginar futuramente...quem sabe eu poderia prever o que me espera? Seria eu tão ridícula quanto fui antigamente?

O essencial da lembrança do meu primeiro amor é a mistura de inocência com o desconhecido, resultando num caminho sonhado que nunca foi trilhado. Como minha visão era e é limitada...não consigo enxergar a felicidade que me espera.

A simplicidade não existe, caso existisse, não ocorreriam os conflitos. Mas entre viver uma vida monótona e pré-traçada, eu prefiro arriscar todas as minhas 'fichas', se o fim da linha for simplesmente o 'viver a descobrir o desconhecido'.

Então, rumo ao desconhecido...o que mais posso fazer a não ser, deixar o futuro me consumir?!

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