terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Doce Natal


Quem nunca sonhou em ter um Natal 'real', como imposto pelo capitalismo ao nosso mundinho brasileiro?! Papai Noel com uma roupa bem longa e quentinha, bonecos de neve, pinheiros (de verdade e uma enorme lareira com meias penduradas na parte superior. Pois bem, pela primeira vez eu vivi este Natal. (Sem a neve - vale ressaltar).


Não o fui para os States, nem ganhei na loteria. Simplesmente minha família decidiu passar o Natal em um chalé em Friburgo. Isso mesmo, serra, frio e muito chocolate quente. Minhas tias fizeram milhões de comidas e pratos deliciosos e eu comi feito uma vaca. Resultado: Alguns quilos a mais (esqueçam, não vou falar quantos) e quase 900 fotos.


Aproveitei minha folga de 5 dias, tomei banho de cachoeira e aqui estou, relatando este fato ao meu 'diário' virtual, e companheiro de (quase) todas as horas.


Entretanto, como a brasileira que sou, senti falta dos fogos de quase 40 minutos (ficamos próximos a uma reserva ambiental), do churrasquinho no dia 25 e do calor insuportável que anualmente, nesta mesma data, fazia com que todos os parentes e visitantes caíssem na piscina após a ceia...é maravilhoso, de verdade.


Mas por bem (ou não), esta é a memória deste Natal...e que venham os próximos!!!


PS: Adorei os meus presentes.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Primeira 'prosa' de uma amizade


Não sei dizer o motivo, mas ontem, antes de dormir, eu lembrei da primeira conversa que eu tive com uma das minhas melhores amigas! Eu gargalhava na cama, sozinha...

Era uma manhã fria, e eu, como sempre, tinha perdido a primeira aula por chegar atrasada! Cansada de ficar na rua enquanto os meus colegas se enchiam dos ricos conhecimentos oferecidos pelos professores do GPI (pura ironia, deu pra perceber, né?!), eu decidi entrar e esperar no pátio da escola. Encontrei minha coleguinha companheira da época, uma vizinha que estudou comigo no jardim de infância, e então, ela me apresentou à minha amiga, Larissa.

Como sempre, eu tenho a péssima mania de abrir minha vida para pessoas que acabo de conhecer, e muitas das vezes, para desabafar com alguém que não esteja de saco cheio das minhas angústias. Não me lembro como o assunto começou, mas lembro que logo na primeira conversa nós falamos, meio que tentando se gabar uma com a outra (tipicamente normal entre adolescentes) dos nossos namorados e rolos.

"Eu não entendo o porquê da minha mãe não deixar meu namorado dormir na minha casa nos fins de semana, ele mora longe e não incomoda. No domingo nós vamos nos ver de qualquer forma. É um absurdo eu ser obrigada a chegar em casa 21h aos sábados" eu reclamava. Detalhe, eu tinha só 15 anos.

"Ah, eu também não posso chegar tarde, mas como o 'Fulano' faz parte do meu grupo de amigos da igreja, a minha mãe não se importa que ele durma lá em casa, desde que o grupo também esteja conosco. Minha mãe confia muito em mim, e eu não dou motivos pra ela desconfiar, por isso eu tenho liberdade" rebateu a minha amiga.

Durante o restante do ano letivo, nós passamos a nos tratar com falsidade, desdenho, sempre rolava uma alfinetada nas conversas com nosso 'grupinho' e então, descobrimos que éramos vizinhas. Começamos a pegar o mesmo ônibus juntas todos os dias...
Até que descobrimos que, em comum temos muito pouco, mas na verdade, somos essenciais uma para a outra! Criamos manias, piadas internas, compartilhamos músicas, sonhos, e até nossa família! (rs)

Passamos a estudar em escolas diferentes, depois na mesma faculdade, porém, em cursos diferentes, eu mudei de faculdade...às vezes ficávamos meses sem falar uma com a outra, não por birra, mas por falta de tempo mesmo.

Hoje eu estou formada, e ela, logo logo se forma também. Não temos especificamente nenhum vínculo ambiental (igreja, faculdade) que nos ligue, há apenas uma eterna amizade que rompe todas as barreiras naturais do tempo e espaço. E é certo, os meus filhos irão chama-la de TIA LYLLA!!!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cazuza, um idiota morto!

Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:
'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados... Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?


Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.

São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora...Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

Fiquei horrorizada com
o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que
a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se,
dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar... Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.

Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi à pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'

Por Karla Christine (Psicóloga Clínica)

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