quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Primeira 'prosa' de uma amizade


Não sei dizer o motivo, mas ontem, antes de dormir, eu lembrei da primeira conversa que eu tive com uma das minhas melhores amigas! Eu gargalhava na cama, sozinha...

Era uma manhã fria, e eu, como sempre, tinha perdido a primeira aula por chegar atrasada! Cansada de ficar na rua enquanto os meus colegas se enchiam dos ricos conhecimentos oferecidos pelos professores do GPI (pura ironia, deu pra perceber, né?!), eu decidi entrar e esperar no pátio da escola. Encontrei minha coleguinha companheira da época, uma vizinha que estudou comigo no jardim de infância, e então, ela me apresentou à minha amiga, Larissa.

Como sempre, eu tenho a péssima mania de abrir minha vida para pessoas que acabo de conhecer, e muitas das vezes, para desabafar com alguém que não esteja de saco cheio das minhas angústias. Não me lembro como o assunto começou, mas lembro que logo na primeira conversa nós falamos, meio que tentando se gabar uma com a outra (tipicamente normal entre adolescentes) dos nossos namorados e rolos.

"Eu não entendo o porquê da minha mãe não deixar meu namorado dormir na minha casa nos fins de semana, ele mora longe e não incomoda. No domingo nós vamos nos ver de qualquer forma. É um absurdo eu ser obrigada a chegar em casa 21h aos sábados" eu reclamava. Detalhe, eu tinha só 15 anos.

"Ah, eu também não posso chegar tarde, mas como o 'Fulano' faz parte do meu grupo de amigos da igreja, a minha mãe não se importa que ele durma lá em casa, desde que o grupo também esteja conosco. Minha mãe confia muito em mim, e eu não dou motivos pra ela desconfiar, por isso eu tenho liberdade" rebateu a minha amiga.

Durante o restante do ano letivo, nós passamos a nos tratar com falsidade, desdenho, sempre rolava uma alfinetada nas conversas com nosso 'grupinho' e então, descobrimos que éramos vizinhas. Começamos a pegar o mesmo ônibus juntas todos os dias...
Até que descobrimos que, em comum temos muito pouco, mas na verdade, somos essenciais uma para a outra! Criamos manias, piadas internas, compartilhamos músicas, sonhos, e até nossa família! (rs)

Passamos a estudar em escolas diferentes, depois na mesma faculdade, porém, em cursos diferentes, eu mudei de faculdade...às vezes ficávamos meses sem falar uma com a outra, não por birra, mas por falta de tempo mesmo.

Hoje eu estou formada, e ela, logo logo se forma também. Não temos especificamente nenhum vínculo ambiental (igreja, faculdade) que nos ligue, há apenas uma eterna amizade que rompe todas as barreiras naturais do tempo e espaço. E é certo, os meus filhos irão chama-la de TIA LYLLA!!!!!

1 comentários:

Larissa disse...

Agora vc me fez chorar... É mt bom ter uma amizade q não acaba com o tempo, q não acaba com uma briga, mas q se fortalece em cada obstáculo. Uma amizade presente até mesmo na ausência, eu só posso agradecer a Deus q nos permitiu viver a essência da verdadeira amizade!!!! Te amo Muitooooooo!!!!