segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A última do meu avô




Estava eu no meu computador e o meu avô cochilando na cama ao lado. Foi quando um vizinho chegou aqui em casa procurando a minha mãe. Eu disse que ela tinha saído. Meu avô, é claro, com as inúmeras manias de velho, entre elas, fingir que não escuta (será mesmo?) e reclamar de tudo, mandou uma assim:


Vô: -"Ai, eu não consigo dormir direito. Se eu escutar um barulhinho ou alguém falando mais alto eu acordo e demoro a dormir de novo!"
EU: - "Ah é, vô, então porque nós sempre temos que berrar as coisas para o senhor escutar???"

Vô: - "Hein?????"

sábado, 23 de janeiro de 2010

Paquetá, dia quase perfeito

Esperei a semana toda por este sábado. Agora que não preciso mais trabalhar nos fins de semana, eu aproveito o máximo cada segundo. E como o Vini está de férias, resolvemos passar o dia em Paquetá. Depois de algumas pesquisas, descobrimos que as praias de lá já estavam aptas para o banho. Então voilá!!



O dia começou maravilhoso, pegamos a barca e fomos sentados...muitas e muitas fotos. Assim que chegamos, reconhecemos o 'território' - procuramos lugar pra tomar banho, descansar, etc, almoçamos - um restaurante barato e bom! (é, termine de ler o post), então fomos passear. Alugamos duas bikes e saímos ilha a fora, milhares de fotos em lugares lindos. Enquanto pedalávamos, programávamos o dia todo. 



Depois de uma hora e meia pedalando, decidimos entrar na água da praia. Em seguida, fomos pra uma pousada bem no centro e ficamos na piscina. Tudo de bom!! Era o dia perfeito!! Será mesmo??

Estava tudo muito bom, muito legal até que...simplesmente eu comecei a passar mal. Quase vomitei todas as minhas tripas e o meu amor estava simplesmente desesperado. Ele não sabia o que fazer e eu não parada de vomitar. Entre muitas idas e vindas, quase-desmaios e vômitos...me lembro que fui parar no Hospital de Paquetá, e lá eu fui atendida (e muito bem, por sinal) e medicada. 




Dois detalhes que não podem faltar: 
1- A médica e uma das enfermeiras me perguntaram se eu estava grávida porque eu segurava a barriga!! (deprê total...o Vinícius só ria da minha cara!!). É claro, gente, dor no estômago! Ué!
2- Depois de pouco mais de uma hora no soro, pegamos a barca das 19h15 e um tremendo temporal no meio da Baía de Guanabara.







Conclusão: Intoxicação alimentar causada (provavelmente) pelo mexilhão que eu comi no almoço, no restaurante bom! 





sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Coroa sem noção




Por volta de 12h30 eu já estava morrendo de fome. Decidi abrir mão da quentinha e ir almoçar sozinha num restaurante qualquer (o primeiro que eu encontrasse). E Assim aconteceu! Até que a comida era bem gostosinha (ignorando o fato de que eu estava morrendo de fome) . Peguei meu prato e sentei. A parede ao lado da mesa em que eu estava tinha um espelho enorme, talvez para que as pessoas vissem como elas são quando comem e falam ao mesmo tempo. Sei lá!


Quando comecei a degustar a comida, uma mulher de aproximadamente 45 anos, do tipo boazuda com a cara enrugada, parou bem em frente ao espelho e começou a limpar os dentes com as unhas bem na minha frente. ECAA!! Tentei olhar pra baixo, pros lados...mas ela simplesmente não se tocava. Tava P.H.oda terminar de comer assim!


Em seguida a coroa pegou um palito de dente e tirou, creio eu, o pedaço de carne que a incomodava a tal ponto de tirar o apetite dos outros (o restaurante inteiro observava esse ato nojento) e ignorar o fato completamente. Por fim, a 'indivídua' retirou um batom vermelho magenta e passou nos lábios enrugados, ajeitou os cabelos, o sutiã e foi embora. Como estava o meu almoço, sei lá, você comeu? Nem eu!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Presença de Anita


Sem dúvida, a melhor minissérie brasileira que eu já vi foi 'Presença de Anita'. Na época que passou, eu deveria ter uns 13 anos e algumas pessoas até diziam que a Mel Lisboa parecia comigo (coisa que eu discordava plenamente). Mas...na época, devido às cenas picantes, meus pais me proibiram de assistir. 


Assim que acabaram as aulas na faculdade, eu decidi assistir toda a minissérie pelo youtube. Me botei no papel do escritor...como ele sabe dramatizar uma história 'simples' e transforma-la em algo fascinante. E no da atriz/personagem: ela é simplesmente maravilhosa. A cada capítulo que eu assistia, eu entendia a fundo a personagem, nada relacionado ao ser depravado que ela é, mas às doideras em que todos nós temos um pouco. 


O desespero e as loucuras cometidas pela 'menina' pela paixão me levaram a enxerga-la como uma mulher desesperada, cheia de sonhos e completamente iludida por eles. Alguém que não suportaria viver sem ter a pessoa que ama, ainda que o fim lhe conduzisse à morte, este seria recebido com todo o prazer.


Tá certo, a história viaja um pouco e tem até alma penada....mas que é profunda e linda, ah, é sim!!!


PS: Fiquei cantando e traduzindo "Ne me quitte pas" milhões de vezes até conseguir cantar com a pronúncia perfeita. E isso ainda não aconteceu...

"Tem menor não??"


Não é irritante quando sempre que você quer comprar algo e precisa trocar aquela nota de cinquenta reais, vem a caixa e pergunta "não tem menor não"??? Me digam sinceramente, o que dá vontade de responder?!


Eu não sei se esta é uma regra das empresas [acumular dinheiro trocado] ou se é pura preguiça das mentes brilhantes que são obrigadas a ficar o dia todo fazendo cálculos extremamente difíceis. Mas vamos combinar, isso é um saco. Se eu tivesse uma nota menor ou quisesse dar, simplesmente eu daria. Agora caixas de todo o mundo, parem de encher o saco com essa pergunta irritante!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Diabo veste Prada - versão real




Hoje eu assisti pela milésima vez o filme "O Diabo veste Prada". Não sei porque, eu me identifico muito com o toda a história. E creio que toda mulher moderna tem um pouco da "Andy" dentro de si. A forma como a personagem luta para manter um emprego que irá apenas contar ponto para "O" emprego dos sonhos é algo estimulante e animador. 


Confesso que na primeira vez que eu assisti o filme, eu pensava "...se eu fosse ela, já teria me mandado, teria xingado a chefe, desligado o celular". Mas, a vida me ensinou o contrário. Com 20 anos eu arrumei um 'estágio' de secretária, que pagava bem (para um estágio) e conheci uma chefe muitíssimo parecida com a 'diaba' do filme, a diferença é que esta era mais nova e muiiiito mais magra.


Durante o tempo em que estagiei lá, eu passei por muitos sufocos, por diversas vezes fui chorar no banheiro e esperar secar, para me maquiar novamente e não tomar outro esporro. Fui humilhada e sofri desfeitas, sempre tinha algo que não estava bom. Minha faculdade não era "top de linha". Pensei muitas vezes em desistir...mas por fim, me lembrei desse filme, e desde então, passei a me inspirar nele. Exatamente como o final do filme, decidi que não era isso o que eu queria, e por mais uma lição na vida, ao desabafar com 'amigos do trabalho', minha insatisfação chegou ao ouvido da 'diaba' e eu fui parar no olho da rua no mesmo dia. A vida não é inusitada??


Hoje eu vejo o filme com outros olhos....os olhos de quem realmente já foi pisada um dia, e por um scarpin europeu, diga-se de passagem. Minha visão de futuro? simples: NUNCA ser igual a ela!!!!

Unhas vermelhas


Eu cresci achando que pintar as unhas de vermelho era a coisa mais brega do mundo. Vamos combinar, criança de unha vermelha é péssimo, pior ainda é quem pinta uma vez e esquece que está com esmalte, aí começa a descascar e ninguém faz nada a respeito da situação (péssimo). Pra usar esmalte vermelho, tem que ter bom senso, não tem jeito.


Mas de uns tempos pra cá, eu reparei que essa cor está em alta nas unhas, e como eu nunca gostei, sempre usei um 'café', 'uva', no máximo um 'magenta', decidi mudar um pouco e experimentar o tal esmalte vermelho,  saibam que eu até gostei. Me deu um ar sério, de poder, sei lá. Chega de francesinha ou florzinha, a onda agora é o vermelhão. Em pleno verão, tenho que confessar...de unhas vermelhas, estou me sentindo PODEROOO-SA!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Jardim Secreto



Durante toda a minha infância, eu sempre me apegava a algum filme, e fazia o VHS (faz tempo...) praticamente destruir a fita de tanto que eu assistia. Era uma, duas, três...já cheguei a ver sete vezes o mesmo filme. Ou seja, um dia inteiro SÓ na frente da TV.

Um desses filmes escolhidos para encher a paciência dos meus familiares foi "'The Secret Gardem" ou "O Jardim Secreto". Desde a primeira vez que eu assisti o filme, me encantei. A intensidade da Mary Lenox, a protagonista da história, me causava um tipo de admiração incrível, e apesar de não termos nada a ver, eu entendia exatamente tudo o que a personagem sentia. Eu chorava e ria cada vez que eu assistia. 

Na época, eu deveria ter uns 10, 11 anos e de tanto ver o filme, me inspirei pra criar um jardim aqui em casa. Como vocês devem imaginar, não durou muito tempo e as minhas 3 mudas de flores (roubadas dos vizinhos) que foram plantadas no meu quintal murcharam e eu acabei esquecendo do meu jardim. 

Viajando sem querer pelo Google, encontrei uma referência sobre o livro. Só para constar, eu nunca cheguei a ler o livro e essa agora é uma meta que pretendo cumprir em breve. Depois de uma sessão nostalgia, decidi compartilhar com meus leitores essa experiência que me causa recordações tão boas. 

Para complementar, deixo para vocês um resumo com trechos do filme:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Atividade paranormal


No último fim de semana o meu namorado trouxe um filme pra gente assistir: 'Atividade Paranormal'. Eu não estava com um pingo de vontade de ver nem de saber como era o filme, mas fui obrigada por circunstâncias e maioria de votos.


Então, começamos a assistir...eu já pensava: que filme péssimo. Mas até que ele não foi tão ruim, também não foi bom. Parece uma simples cópia do seriado "Sobrenatural (Supernatural)". O site oficial do filme descreve a história da seguinte forma:



"Atividade Paranormal conta a história de Katie e Micah, um jovem casal que ao se mudar para uma nova casa, passam a ser perturbados por uma estranha presença. O “visitante” pode ou não ser demoníaco, mas uma coisa é certa: está ali e é ativo especialmente durante a noite, enquanto eles dormem. Ou tentam...



A presença parece mais preocupada com Katie, uma estudante que se sempre se sentiu assombrada, de uma forma ou de outra. Seu namorado, Micah fica fascinado com a possibilidade de descobrir qualquer coisa que possa sobre o fenômeno. Então, ele gasta uma fortuna numa câmera de última geração, com alta definição, e a coloca no pé da cama, para captar qualquer evidência. Isso provoca uma onde de atividades paranormais, levando Katie a concluir que a presença não gostou disso.

Com o passar das noites, a quantidade de fitas gravadas só cresce, assim como Katie fica cada vez mais distante e a fascinação de Micah se torna obsessão. Micah se transformou num cineasta por necessidade, mas isso foi crescendo, tomando dimensões maiores dentro dele. E, se vendo como um homem defendendo sua casa, decide produzir um documentário inovador. Afinal, ele está testemunhando noite após noite, segundo a segundo, quadro a quadro, o que acontece com sua parceira. As fitas originais se encontram registradas como prova no Departamento de Polícia de San Diego."





Mas, eu prefiro mil vezes "O Exorcista" ou "O exorcismo de Emily Rose".

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cem gramas de centeio



Há mais ou menos uma semana eu comecei a ler o livro de Agatha Christie - Cem gramas de centeio. Normalmente eu devoro todos os livros que começo a ler. Mas desde que eu entrei de férias, a internet vêm tomando todo o meu tempo 'livre'. Porém, esse ano eu to com o firme propósito de ler o máximo de livros da Agatha no período de 12 meses. Ainda não estipulei a quantidade, mas servirá de base para o próximo ano.


Enfim, a história desse livro se resume em: "Um financista, saudável, cai morto durante um chá. A única pista é encontrada em um de seus bolsos, 100 gramas de centeio. Miss Marple recorre a versos de uma canção infantil para resolver o problema."


O mais interessante desta escritora é que ela faz o leitor tecer uma teia de deduções e no final, tudo é bem diferente do que você imagina. Me divirto lendo esses livros porque ao mesmo tempo eu traço um perfil  dos suspeitos e tento pensar como a escritora. Já acertei duas vezes o final. (só duas...). Bem, é isso, acho que vou ler um pouquinho agora mesmo.

Quero strogonoff de frango!


Ontem no fim da tarde eu fui visitar a minha prima, e acabei chegando tarde em casa (óbvio). Fui tentar ajudar a minha mãe a fazer o jantar, quando surgiu A ideia:
-"Mãe, que tal um strogonoff de frango??"
-"Ótima ideia!!"


Então, lá fui eu...cortei o frango, temperei. Abri uma lata de milho. Na hora em que eu ia botar o frango pra cozinhar, tive um reflexo de pegar o creme de leite. CADÊ O CREME DE LEITE?????
Não tinha...era o fim. Sabe quando você tá com aquele desejo de comer algo, e simplesmente, não dá!! Eram quase 23h da noite, nenhuma padaria ou comércio próximos estariam abertos. Ah, que sensação péssima. Com muita raiva, decidi tomar um copão de diet shake e ir dormir.


Hoje, quando eu acordei, o fofo do meu pai já veio com a notícia:
"-Filha, comprei pão, tá quentinho...e creme de leite pra você fazer o seu strogonoff!!"


Não é um amor??? Mas agora a vontade passou :(
Quer dizer, passou não, diminuiu! Mas nada que não volte em segundos!! ;D

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os 30 anos




Certa vez a minha tia me disse: "A melhor época para se casar é aos 30 anos". Ótima ideia, geralmente aos 30 é a idade perfeita para realizações. No âmbito profissional, normalmente é o topo para quem realmente batalhou por anos. No familiar e sentimental, bem, a maturidade, creio eu, já chegou ao limite. 


Como eu me imagino aos 30 anos...bem diferente do que realmente eu serei, tenho certeza disso. Aos 30, quero ter a minha casa, minha família e vários álbuns de viagens pelo mundo todo. Não sei se serei bem sucedida, é óbvio, todos desejam isso, mas se eu tiver o suficiente pra viver (não o mínimo, mas suficiente), já será perfeito pra mim. Espero estar com silicone nos seios e ter uma hidromassagem em casa.


Se eu casar aos 30, vou querer curtir o casamento por uns 3 anos, em média, e então, terei meus babys. Porém, calculando, quando o meu primeiro filho tiver 10 anos, eu terei 43....aos 15 anos, se for menina, eu terei 48 e as fotos do aniversário serão ilustradas por rugas e pés-de-galinha. Logo, não é uma ideia tão boa assim, casar aos 30. 


Se tem algo que eu aprendi ao longo dos dos meu 22 anos de vida é que planejar o futuro é o pior erro de um ser humano sonhador. O melhor de tudo é deixar a vida fluir, sem preocupações. Depois que eu aprendi isso, as coisas passaram a dar certo pra mim...Mas imaginar é realmente inevitável.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O trauma do feijão


Quando eu era pequena, eu era apaixonada por feijão. Acabava de comer do meu prato e ia catar os carocinhos nos pratos de todos. O meu avô sempre gostou de jantar no quarto e eu me lembro claramente de fugir toda serelepe para 'roubar' os feijões do meu avô. Bem, isso não durou muito...

Aos 4 anos de idade eu fui passar o dia na casa da minha avó paterna, e o almoço seria uma deliciosa feijoada. é, seria...ao provar o feijão bem carregado com muito louro, vi que o gosto não estava como ''sempre''. Insisti e o resultado foi botar o almoço todo pra fora durante o restante do dia. E no dia seguinte, e no outro. Até hoje eu não consigo comer feijão!

Minha prima-irmã!!




Esse post será dedicado a uma pessoinha especial. Nada estilo depoimento do orkut, mas vou dizer...ela é doida, lerdinha e mata todo mundo de rir. Fala umas abobrinhas que só Jesus! Ela é algo do tipo uma irmã mais nova, que eu esperei por 6 longos anos. Hoje, ela se encontra na fase que eu mais gostei na minha vida, os meus 16 anos.


Meus conselhos para ela são os piores, do tipo "Pega mesmo, beija muito, sem limites...", "16 anos não voltam mais", "faz como a sua prima, deixa geral gamado depois mete o pé", "mas SÓ beijo!!". Coisas do tipo, que nem sempre são ao pé da letra, (exemplo: como se eu fosse a mais gostosa do mundo), mas que valem para conselhos. Tenho vontade de matar esfaqueado cada canalha que pensa em se aproximar dela, ao mesmo tempo em que eu daria tudo pra ver esses otários chorando por ela.


Meu cotidiano não é o mesmo sem ela, principalmente em Praia Seca. Com ela, eu não me importo de andar cercada com o 'pessoalzinho de Malhação', como diz o Vini. Só pra variar, é uma figura. E quem é ela: minha linda Isabela. Te amo, viu?!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Desabafo ao gringo!



Em setembro de 2009, minha linda amiga Christie, que se mudou pra Bélgica em 2007, veio ao Brasil. Há alguns meses antes eu vim me organizando pra passar o máximo de tempo possível com ela. Mas...desta vez ela trouxe junto o namorado, o Sven. Só para registrar, foram muitas as histórias, mas neste post vou relatar apenas uma: nossa primeira experiência comunicacional (português + inglês + francês).

No primeiro dia, eu e a Rafa fomos ao apartamento que a Chris alugou, passeamos no MAC e depois almoçamos no à Mineira, em São Francisco. De início, Christie era a nossa tradutora. Vale ressaltar, ela e o namorado se falavam em holandês!! Era "the book is on the table" pra cá, "chouse de peuvre" pra lá, "poulet", entre outras poucas palavras que tentei praticar e aprender. O gringo esculachando na intelectualidade, já brincava aprendendo o seu sétimo idioma (informação a confirmar), a nossa língua portuguesa. O cara já estava entendendo gírias e tudo o mais, isso me assustava.



Foi então quando após o almoço, ainda no restaurante, veio aquele garçom engraçadinho com uma bandeja de sorvetes e picolés oferecendo a nós. Depois de comer muito, eu recusei a sobremesa. Não sei por que o garçom cismou comigo.

"-Tem certeza que não quer um picolé?" disse com um sorriso enorme.
"-Tenho sim, brigada!" retruquei.
"-Mas olha só, tem esse aqui oh, 0% de gordura" (e deu uma risadinha)
Indignada, eu virei pro meu novo amigo gringo, em um ato de desabafo:

"-Olha isso, Sven, ele 'me chamou de fat".


Era óbvio, e como vocês imaginam, o gringo não entendeu P.N. Não tinha um pior momento para o meu inglês fugir da minha mente. Eu irada e tentando me comunicar. Garçom 'motherfucker', era o que eu quis dizer...mas isso também não saiu.

 Por fim, o momento gerou gargalhadas 5 minutos ininterruptos entre nós três e o coitado do Sven manteve a cara de "de que merda estão rindo?!?!". Desse dia em diante, eu opto por fazer mímica, ou quem sabe, desenhar... Até eu tomar vergonha e fazer um curso de conversação.



PS: Palavra aprendida: "TEENSLETSEN", na pronúncia aportuguesada 'teenzlatzsan', que significa 'sandália' em holandês.

Sou egoísta...admito!



Por muitos anos eu tentei negar isso pra mim mesma, mas chegou uma hora em que não pude mais me enganar: eu sou egoísta. Eu detesto que comam o meu bombom, odeio que usem o meu xampu, os meus perfumes (principalmente os que Christie trouxe pra mim da Bélgica). Odeio que mexam no meu computador, que mudem as minhas coisas de lugar, que usem as minhas roupas (exceto minhas primas, o que é meu, é delas).


Mas principalmente, eu sou egoísta com a minha família, e com o meu namorado (ninguém chega perto, senão eu mordo). Minha mãe sempre teve uma atitude mãezona com todos os que conhece, não é a toa que eu tenho vários 'irmãos' espalhados por aí, são pessoas carentes, no trabalho dela, na igreja. Muitas destas eu adoro. Mas enfim, eu vim registrar o quanto dividir as minhas coisas me irrita. 


Detesto quando me ligam bem na hora da novela da tarde (é a única que eu assisto), quando recebo visitar inesperadas: EU DETESTO. No fundo eu sou o tipo de mulher bem caretona, que assim que acorda, já planeja todo o dia e se algo sair diferente do 'pensado', me provoca um imenso mau humor.  Eu gosto de ter tempo pra me arrumar...não é a toa que sempre chego atrasada nos encontros de amigos e do namorado. Puro egoísmo da minha parte. 

sábado, 9 de janeiro de 2010

De ônibus não rola...


Meu programa predileto aos 16, 17 anos, nesta época do ano (janeiro) era ir à praia. Eu ainda não dirigia e não tinha outra opção, senão, ir até o centro de Niterói, enfrentar uma fila gigantesca por volta das 7h da manhã e descer até o ponto mais próximo da praia. Sempre com uma amiguinha ou com um ex do lado, eu enfrentava a peregrinação a fim de ter o meu dia na praia. Ônibus lotado, a farofada já começava no banco traseiro. O som do choro de muitas crianças com uma chupeta na boca, o nariz escorrendo e barriga de verme se misturava aos batuques nos pandeiros e nas cadeiras dos ônibus. Era uma maravilha. Na praia eu nem precisava passar bronzeador, o serviço era feito enquanto eu descia do ônibus lotado e 'colhia' um pouco do suor de CADA pessoa sem camisa em pé. E acreditem, ainda sim, era o meu programa predileto.

A cada fim de semana eu ia em uma praia diferente (Itacoatiara, Piratininga, Camboinhas, etc...), e eu andava, andava e andava até chegar na maioria delas. Então, surgiram os mototaxis para facilitar a nossa vida. Então, aos 18 anos eu finalmente tirei minha carteira de motorista. Aos 19 eu ganhei um carro, um Uno 87 azul táxi que eu nunca cheguei a dirigir (assunto para outro post). Depois, minha mãe começou a me emprestar o carro pra eu ir pro cinema, shopping, facul e, depois de muita espera, a praia. 



Ahhh, nem consigo descrever a sensação de ir à praia de carro (sozinha) pela primeira vez. Eu ia sempre com os meus pais, mas é diferente estacionar o carro e sair duas mulheres totalmente empinadas tirando onda. Hoje em dia, só de pensar em ir à praia de ônibus eu tenho uma crise de nervos. Vejam bem, não é luxo, é necessidade. Conclusão: início de janeiro e eu ainda não tenho nenhuma marca de biquini. E sem previsão de conseguir uma...Motivo: carro quebrado!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Amo a rotina!



Eu percebi que sou uma pessoa apaixonada pela rotina. Enquanto muitos casais ou até mesmo pessoas normais fogem dela, eu procuro sempre fazer dos meus atos repetitivos momentos agradáveis. Desde que eu comecei a namorar, impecavelmente toda quinta-feira a noite nós nos encontrávamos. Simplesmente pra passear no shopping, ir ao cinema, lanchar no Habib's, na Lecadô. E desde que eu passei a trabalhar no site do jornal, das 17h até Deus sabe que horas, eu só via o meu lindo nos finais de semana.


Bem, hoje, livre desta condenação, quebramos o nosso 'jejum' de encontros durante a semana e metemos o pé na jaca. Confesso que ficamos meio 'lost': "Cinema? lanche? os dois? Ah, vamos passear? Só conversar?! Ah, vamos beijar e pronto. Vamos comprar algo? um tênis? uma sandália? um presente pra alguém?". Por fim, fizemos de tudo um pouco e ainda comemos a 'nossa' coxinha de massa de batata e recheio de requeijão da Lecadô (eu morreria comendo uma dessas, e estaria feliz!).

É um alívio poder voltar à rotina, ela me faz feliz, me sacia. Eu posso mudar de ideia no dia em que eu for casada, mas por hora, nossos programas de índio são os meus prediletos.


Namorado: o inimigo número um da dieta



Mulher sortuda é aquela que namora um personal trainer...caso o contrário, a tendência é ganhar alguns quilinhos ao longo do namoro. Eu não sei se acontece só comigo, mas basta eu entrar na academia ou dizer pro meu namorado que estou de dieta que ele me leva pra comer pizza, chega na minha casa com o meu chocolate favorito ou me chama pra almoçar na casa da sogra, que por sinal, é uma cozinheira de mão cheia e pra me agradar, faz os melhores pratos do mundo ao mesmo tempo, com direito a sobremesa. Ele me leva pro Outback, pro Spoleto, rodízio de churrasco, sorveterias...aaii, engordo só de relembrar.

Já me disseram que este é um ato inconsciente dele, mas vamos combinar, não me ajuda muito. Sabe aquele papo de "amor, eu te amaria mesmo se você tivesse 200 kg" - Então, é fácil falar isso, já que eu não peso 200 kg. Mas homem é um bicho complicado mesmo, basta eu perder dois ou três quilos que ele já vem "Tá perdendo a bunda, amor?"...Como se a minha bunda fosse só de gordura ¬ ¬ Mas eu entendo isso, mexer com a bunda de uma mulher pode alterar todo o seu ego.

Eu juro que até tento, e continuarei tentando, afinal, muita gente namora e é magrinha, ainda sim é feliz. Eu discordo de um namorado de certa amiga, que apurrinha a pessoa dizendo que ela está gorda. A menina já perdeu quase 10 kg e o elogio dele foi somente "Sua balança deve estar parada..." :O E ela morre de vergonha de ficar de biquini na frente dele. Só matando um miserável desse!!

Mesmo não me apoiando na dieta, sinceramente, nesse ponto não tenho do que reclamar. Meu namorado já me viu trilhões de vezes de bikini, e nunca, jamais fez nenhum tipo de comentário tipo "tá gorduchinha, hein!" (Aai dele se fizer!!).


E eu acredito que este seja mais uma das características do inimigo da minha dieta. Me fazer sentir bem, apesar da balança dizer o contrário.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Um salve para o meu avô!



O avô de todo mundo é um ser velhinho e bondoso, que conta histórias divertidas e é lembrado na família com o máximo de respeito por sua posição. Pois bem, aqui em casa as coisas são bem diferentes. O meu avô perdeu sua casa em um desabamento de terra e hoje, mora com a gente. Já morou com a minha tia, sozinho, mas acreditem, ele não se dá bem nem com ele mesmo!

Não que ele seja completamente desagradável, não é não! Ele é até muito engraçado, quando não tenta ser! Mas ultimamente sua mentalidade tem regredido e acredito que ele pense que eu e o meu irmão temos 6 anos de idade. Entre as brincadeiras de tapinhas e perguntas totalmente 'Zé Graças' do estilo: Você sabe o que é um 'portugay'? é a mistura de um português com um gay!! (misericórdia Jesus!!). E ele repete a mesma piada para cada amigo meu ou do meu irmão que vem aqui em casa. Mas essa ainda não é a pior parte...



Cada vez que eu levanto da cama ou do sofá, cada vez que eu tomo banho (nesse calor, são no mínimo 4x ao dia), cada vez que vou a cozinha fazer um lanche ele me pergunta:
- Você vai sair? Âmh? Vai aonde? Ânh? Que horas volta? ânh?
- Não vou sair, Vô!
- Então vai fazer o quê? Ânh? 
- VOU FAZER XIXI VÔÔÔ!!!

E como se não bastasse, ele ainda me pergunta sobre o meu irmão, a minha mãe, o meu pai...como se eu soubesse cada passo que eles dão! Como se eu fosse aposentada e não tivesse realmente NADA para fazer o dia todo!!



Eu amo o meu avô, e todos sabem disso, mas fala sério, é ou não é uma situação deprimente??? 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Amiga 'peluda'






Este poste é direcionado especialmente a uma 'pessoinha' peluda e carente, que chegou em minha vida em forma de um presente de Natal. Em dezembro de 2003, eu tinha 16 aninhos e decidi pedir um presente diferente. Eu morria de inveja das minhas amigas que tinham aqueles cachorrinhos lindos que dormiam na mesma cama que elas e só viviam com lacinhos e perfumados. Porém, na minha casa tem quintal e um dos meus vizinhos vive criando centenas de cães alienígenas, logo, o meu bichinho deveria ser mesmo restritamente 'doméstico'.


A dúvida foi cruel, mas no que diz respeito a pelos (pêlos) e ao tamanho, toda a minha família votou no mínimo possível (de ambos). Então, eu escolhi uma salsicha (como é popularmente conhecida). Sua raça também é confundida com o Bacet, que é um tipo muito parecido, porém, bem maior e mais babão. Minha pequenina é uma Dachshund de pelo curto. 


Ela se chama Kailani, um nome havaiano que significa 'A QUE GOSTA DE VIVER'. A princípio, eu juro que detestava limpar cocô e xixi em casa o dia todo (e quem não detestaria?). Era sempre assim, na hora de brincar, eram todos "meu totó pra cá","neném peluda pra lá", mas na hora de limpar e dar banho, era com a 'mamãe, aqui'.


Mas com o tempo, ela aprendeu a ir no quintal, a obedecer coisas bobas que nos deixam como 'pais babões'. Só quem tem um cachorro entende o 'orgulho' de ver um animal irracional obedecer a uma ordem idiota dada, por mais ridícula que seja. E não tem coisa mais gostosa do que acordar com esse bichinho esquentando o seu pé por debaixo do edredon e roçar as patinhas na porta pra ir até o quintal. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nada como a vaga perfeita!



Certa vez, fui a uma entrevista de emprego em Botafogo. De cara eu gostei da empresa e das condições que ela oferecia. O salário era bom também, porém, o horário era um pouco pesado (8h às 19h).Mas isso não era problema, eu queria era trabalhar e ralar como uma jornalista digna. 
Então, me deparei com uma sala cheia de candidatos que, sinceramente, a princípio, não me intimidaram.
Primeira etapa: "Façam uma redação sobre as Olimpíadas de 2016 no Brasil". Ótimo! Mamão com açúcar.



Segunda e última etapa: entrevista COLETIVA em inglês. Bem, eu sei os conhecimentos que tenho, basta me deixar uma hora em frente ao administrativo de um site jornalístico, ou me dar um tema para produzir um texto. Com certeza verão o meu potencial...

Estar rodeada por pessoas de todos os tipos que tagarelam seus conhecimentos e sorrateiramente tentam desbancar a 'defesa' dos demais candidatos desperta em mim um espírito competitivo que, de certa forma, me causa uma sensação gostosa.  


Desbancar todos os candidatos viajados e pós-graduados falando inglês e francês na entrevista não tem preço. Mas vejam bem, isso não aconteceu realmente. E por que??


A Vaga era para DESIGNER GRÁFICO!!!

Eu só queria um Nintendo...


Sabe qual é a maior frustração da minha vida? Eu nunca tive um Nintendo 64!!
Meus primos ficavam o dia todo jogando Mário e outros jogos diversos, eu ia pra casa dos meus tios pra jogar...tinha que esperar uma fila enorme até chegar a minha vez, isso quando eles não davam ataque de pelanca e desligavam o jogo, por puro egoísmo.


O motivo pelo qual eu nunca tive?
"Não quero que ela fique viciada ou que perca a infância nesses jogos que não trazem nada de bom" (Mami).
Até que ela não estava errada, hoje eu estou formada e sedenta por mais e mais conhecimentos enquanto meus primos que jogavam Super Mário Brós o dia inteiro se tornaram verdadeiras amebas, membros da VASP (Vagabundos Anônimos Sustentados pelos Pais), sem a mínima perspectiva de vida.


Agora, o Nintendo saiu de moda e todos os jogos estão disponíveis para donwload na internet, mas agora não tem graça?!

domingo, 3 de janeiro de 2010

:x


Amiguinhos blogueiros...
"Se eu quisesse ler 50 linhas, eu comprava (ou baixava) um livro"
Pois é, neste post venho garantir a vocês que não irei mais me estender tanto nas publicações deste blog...afinal, o poder do jornalista está em RESUMIR os fatos!

Feliz 2010!




O Ano Novo chegou com tudo...e foi para mudar! E eu não poderia esquecer o meu filhotinho, é claro! O meu blog!


Aqui estamos, de cara nova, periodicidade nova...mais tempo livre. 
Hoje mesmo pedi dispensa do meu estágio no jornal para me dedicar a estudar a área jornalística e me aperfeiçoar no que eu realmente gosto: jornalismo e novas tecnologias (todas)!
No momento, pense seriamente em me afundar no que a maioria dos colegas pensa ser, o 'marasmo' da teoria. Muito se engana quem pensa que eu vou me afundar nos livros e esquecer a prática. Eu vou é estudar estes seres que madrugam por esta rede imensa e indescritível da internet.


Bem, sem 'lenga-lenga', é o primeiro scrap do ano e não vou despejar todos os pensamentos para o 'futuro' de uma só vez. Minha meta no momento é arrumar um emprego (de verdade) e me estabilizar. (Ficar na empresa o tempo suficiente pra ganhar o 13º e férias, esse tipo de coisa).
Então, fico por aqui e desejo a todos companheiros blogueiros, twitteiros, orkuteiros, um excelente 2010!!