terça-feira, 30 de junho de 2015

Não se faz mais 'amor' como antigamente...


    Esta semana almocei com a minha prima em um restaurante no Centro do Rio e enquanto conversávamos, um senhor com seus 70 e poucos anos nos interrompe e fala à moça ao nosso lado:

-"Com licença, desculpe incomodar. Eu estou aqui com a minha esposa, ela está no 2º ano de Alzheimer e eu preciso ir ao banheiro. Podem vigiá-la por um instante, por favor?"



    A partir desse momento os dois velhinhos com seus 70 e poucos anos ganharam a minha total atenção. Ela comia quietinha enquanto aguardava o retorno do seu esposo. Quando voltou à mesa, o senhor nos agradeceu e se voltou para a esposa com todo um carinho e amor que é extremamente raro hoje em dia. Ao se levantarem, ela o seguiu para a saída, mas antes se virou pra nós, sorriu e mostrou a língua para ele, em seguida lhe deu a mão. Sorrimos.

    Muitos entendem que "expressar o amor" é ter liberdade para se relacionar com quem quiser e no momento em que achar propício, mas naquela tarde de inverno eu assisti de perto uma demonstração pura de amor verdadeiro, um amor que não desiste do outro, não importa a circunstância.

Em um mundo onde pessoas são cada vez mais descartáveis e egoístas, duas pessoas desconhecidas me fizeram repensar e retomar pra mim uma porção de esperança no amor humano. 

2 comentários:

Rafael Peres disse...

Está aí uma demonstração de beleza cotidiana!!! Curti.

Rafael Peres disse...

Está aí uma demonstração de beleza cotidiana!!! Curti.