quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Autonomia profissional


Independência, tomar decisões, ter autonomia. Isso é uma das melhores sensações durante o exercício de uma profissão. O crescimento que a autonomia te permite é, no mínimo, intenso e satisfatório. Mas como exatamente tudo na vida, há o lado ruim.

Decisões que só dependem de ti. Tomar decisões, ainda que simples ao seu modo de ver, mas que influenciam diretamente na vida das outras pessoas.

Aprovar um acordo, uma proposta, uma ação ou um contrato. Ser o determinador do "sim" ou do "não" nem sempre te deixa em uma situação confortável. Exato, autonomia, por vezes, se torna indiretamente proporcional ao conforto. Tudo é relevado na tomada de uma simples decisão, desde um simples anúncio até escolha e a contratação de um profissional / estagiário.

Algo ressoa todos os dias na minha mente: "você é a responsável".  Não sou apenas responsável pelo que cativo, como escreveu o querido Antoine de Saint-Exupéry. Sou responsável pelo que chega a mim, pelo que as pessoas esperam e solicitam. Por formar profissionais, tal como fizeram a mim. Por aprender a ser uma líder admirável, assim como eu tive os meus.

Jamais direi que estou insatisfeita, autonomia profissional é algo que muitos almejam. E eu ainda tenho muito o que aprender...





segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ego...alheio



Ego... qualquer ser humano possui. Como definir a capacidade intelectual de uma pessoa para interpretar o ego alheio? Acredito que somente quando uma pessoa possui um ego incompatível com a realidade, ela se dói com o ego alheio. É fácil ter a certeza disso, normalmente as pessoas tendem a evoluir...e quando a regra é contrária a frustração é certa!

Aceitamos facilmente opiniões negativas sobre nós mesmos, mas aceitar um elogio normalmente custa. Quase ninguém sabe lidar com elogios e isso realmente precisa ser trabalhado. 


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Fora do padrão

Nada de posts bem elaborados, super pensados. Hoje preciso ser apenas eu. Nada mais.
Não vou me limitar a ter x parágrafos nem a revisar se o meu português está com vícios de Portugal. Preciso apenas escrever.

Desde que me lembro por gente (e isso me inclui devidamente alfabetizada) eu gosto de escrever.
Escrevia nos cadernos velhos, nos cadernos antigos do meu irmão, em diários e livros. Escrever sempre foi um dos maiores prazeres que desenvolvi na vida. Gosto muito mais de escrever do que de ler. E escrever qualquer coisa...



Esses dias estive pensando sobre: como é possível uma pessoa ser tão essencial na sua vida durante tanto tempo e num piscar de olhos (leia-se meses e anos) ela simplesmente deixa de existir pra você. Em uma tragédia de "o mundo vai acabar" você não pensaria eu deixar tal pessoa em segurança, se tivesse que escolher uma pessoa pra salvar, capaz de ser a tia do café no lugar dessa pessoa. 

Sim, é muito estranho imaginar isso. E posso dizer por mim que sempre tive casos desses. Amigas, ex-namorados, colegas de trabalho. É bizarro como eu consigo ser intensa em tudo (o que é perigoso), tanto em abraçar o novo como em esquecer o velho. Tenho sorte, eu acho. Não sei como evitar. 


quinta-feira, 17 de março de 2016

Sim, eu pisei na Neve

Os sonhos não nascem conosco, as pessoas criam seus próprios sonhos. Talvez baseados em fatos desafiadores, talvez em fatos inevitáveis, naturais e socialmente impostos. Não sei bem dizer o motivo pelo qual os sonhos surgem, muito menos, identificar a origem dos meus. Eu sei que desde bem pequena, assistindo aos filmes americanos e vendo imagens em revistas, botei na minha cabecinha que queria pisar na neve.

Um sonho tão banal para alguns. Grande parte da população mundial vive em locais que nevam e de fato, odeiam tal fenômeno natural. 
Não sei exatamente quando e nem o por que isso surgiu na minha mente, mas uma vez eu disse que "só me casaria depois de pisar na neve". O que eu pretendia? Dificultar para casar com alguém decente...tornar o gosto da conquista melhor...simplesmente pisar na neve... Honestamente eu não sei dizer.
Mas uma coisa eu sei: eu não só pisei, eu deitei, rolei, brinquei. Eu estive lá e ponto!