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O vulcão adormecido

Há algumas semanas atrás fui a um jantar de Natal com colegas e ex-colegas da empresa em que “trabalho”. Quase nunca há tempo para conversarmos ou falarmos sobre coisas pessoais. Esta é uma característica particular e interessante nos portugueses, eles sabem se resguardar. Diferente dos brasileiros que confiam à primeira vista e chamam de amigo alguém que acabou de conhecer, apenas por ter uma ou duas similaridades na vida. Mas não é esta a questão deste post. Uma destas colegas começou a falar sobre a sua carreira. Recém-formada em jornalismo, trabalhava numa revista muito específica e amava, até ver a equipe mudar e decidir também trocar de emprego. Foi parar ao meio corporativo, aonde se faz se tudo, menos criar e escrever. Este relato trouxe em cheio à memória quando passei por isto. Iniciei a minha carreira como jornalista estagiária de um jornal impresso. Decidi ser jornalista cedo, primeiro porque amava escrever e segundo porque, como o meu pai trabalhava no Jornal do Brasi...